terça-feira, 9 de outubro de 2018

Função mal adaptativa do corpo gera a persistência da Dor


DOR PERSISTENTE CRÔNICA é um distúrbio do processamento SENSORIAL e da NEUROPLASTICIDADE que leva ao corpo a uma função  “MAL ADAPTATIVA”
Indivíduos com dor persistente são legitimamente muito cautelosos e temerosos em relação à (s) parte (s) do corpo envolvida (s). Eles estão sempre atentos à ameaça de doer mais de acordo com a atividade exercida, reforçando efetivamente a ameaça da prática constante de identificá-la.
Eles podem evitar envolver a parte dolorosa do corpo diminuindo sua sua mobilidade, e às vezes podem limitar toda a atividade. 
“Antecipar pensamentos para evitar a dor é o resultado lógico da percepção ampliada da ameaça.”
E os efeitos contínuos da negligência cortical da parte do corpo, propagada pelo desuso leva a uma AUTOPROTEÇÃO FINAL.

 “Se eu  fizer tal tarefa, movimento ou exercício, pode me machucar”.
O resultado deste COMPORTAMENTO é que os indivíduos literalmente praticam  o tempo todo com medo de lesionar o segmento do corpo afetado. 
Se o cérebro não tem uma construção clara do que ele tem e o que pode acontecer, como o corpo como pode saber o que fazer ? Não pode.
O resultado é  "Eu não sei o que é isso, então vou categorizar essa entrada como “PERIGO” para que eu possa me proteger ”. 

O que se pretende como um fenômeno útil torna-se DEBILITANTE. 


A repetição e o   REFORÇO DESTE PENSAMENTO fortalece ainda mais o padrão de defesa e medo de doer.

O sofrimento aumenta e a função e a alegria declinam. Isto é o que chamamos  claramente de uma FUNÇÃO MAL ADAPTATIVA.
Se não mudarmos este conceito durante o tratamento,  a risco da dor persistir  e o corpo começar a mudar padrões de movimento são grandes.

Seja positivo. Procure um profissional que trabalhe com dor crônica utilizando o Modelo Biopsicossocial e Educação da Dor.
Luiz Sola – Especialista em Coluna Vertebral e Dor Crônica