quinta-feira, 8 de novembro de 2018

EXCESSO DE PROTEÇÃO E CUIDADOS COM A COLUNA VERTEBRAL GERA MAIS DOR

Evidências crescentes mostram que pessoas com dor crônica da coluna inespecífica, apresentam mecanismos centrais moduladores da dor alterados.
Se você sofre de dor crônica na coluna é porque existe a possibilidade de a sua sensibilização central estar alterada. Você pode notar que solavancos, simples movimentos ou um simples toque ou massagem no local ou no corpo podem ser muito dolorosas. Mesmo atividades diárias simples podem ser excruciantes.
Indivíduos com dor persistente são legitimamente muito cautelosos e temerosos em relação à (s) parte (s) do corpo envolvida (s). Eles estão sempre atentos à ameaça de doer mais de acordo com a atividade exercida, reforçando efetivamente a ameaça da prática constante de identificá-la.
Eles podem evitar envolver a parte dolorosa do corpo diminuindo sua sua mobilidade, e às vezes podem limitar toda a atividade. 
A proposta que se segue é a de que a dor pode ser melhorada através da modificação das crenças errôneas, o que pode diminuir a catastrofização e reduzir a incapacidade associada a ela, incluindo a cinesiofobia (medo do movimento)
Quanto mais você proteger a coluna e ficar em repouso maior será a sua dor.

Luiz Sola - Movimento sem Dor
Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica

Acompanhe nossas Informações no Instagran - @luizsola


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Função mal adaptativa do corpo gera a persistência da Dor


DOR PERSISTENTE CRÔNICA é um distúrbio do processamento SENSORIAL e da NEUROPLASTICIDADE que leva ao corpo a uma função  “MAL ADAPTATIVA”
Indivíduos com dor persistente são legitimamente muito cautelosos e temerosos em relação à (s) parte (s) do corpo envolvida (s). Eles estão sempre atentos à ameaça de doer mais de acordo com a atividade exercida, reforçando efetivamente a ameaça da prática constante de identificá-la.
Eles podem evitar envolver a parte dolorosa do corpo diminuindo sua sua mobilidade, e às vezes podem limitar toda a atividade. 
“Antecipar pensamentos para evitar a dor é o resultado lógico da percepção ampliada da ameaça.”
E os efeitos contínuos da negligência cortical da parte do corpo, propagada pelo desuso leva a uma AUTOPROTEÇÃO FINAL.

 “Se eu  fizer tal tarefa, movimento ou exercício, pode me machucar”.
O resultado deste COMPORTAMENTO é que os indivíduos literalmente praticam  o tempo todo com medo de lesionar o segmento do corpo afetado. 
Se o cérebro não tem uma construção clara do que ele tem e o que pode acontecer, como o corpo como pode saber o que fazer ? Não pode.
O resultado é  "Eu não sei o que é isso, então vou categorizar essa entrada como “PERIGO” para que eu possa me proteger ”. 

O que se pretende como um fenômeno útil torna-se DEBILITANTE. 


A repetição e o   REFORÇO DESTE PENSAMENTO fortalece ainda mais o padrão de defesa e medo de doer.

O sofrimento aumenta e a função e a alegria declinam. Isto é o que chamamos  claramente de uma FUNÇÃO MAL ADAPTATIVA.
Se não mudarmos este conceito durante o tratamento,  a risco da dor persistir  e o corpo começar a mudar padrões de movimento são grandes.

Seja positivo. Procure um profissional que trabalhe com dor crônica utilizando o Modelo Biopsicossocial e Educação da Dor.
Luiz Sola – Especialista em Coluna Vertebral e Dor Crônica


domingo, 3 de junho de 2018

O que precisamos saber sobre Dor Lombar ?

A dor lombar é um sintoma muito comum. Ocorre em países de alta renda, renda média e baixa renda e em todas as faixas etárias de crianças para a população idosa. Globalmente, os anos vividos com incapacidades causadas por lombalgia aumentaram em 54% entre 1990 e 2015, principalmente devido ao aumento populacional e ao envelhecimento, com o maior aumento observado em países de baixa e média renda. A dor lombar é agora a principal causa de incapacidade em todo o mundo. Para quase todas as pessoas com lombalgia, não é possível identificar uma causa nociceptiva específica. Apenas uma pequena proporção de pessoas tem uma causa patológica bem compreendida - por exemplo, uma fratura vertebral, malignidade ou infecção. Pessoas com empregos fisicamente exigentes, comorbidades físicas e mentais, fumantes e obesos correm maior risco de relatar lombalgia. A incapacidade de lombalgia é super-representada entre pessoas com baixo nível socioeconômico. A maioria das pessoas com novos episódios de dor lombar recupera rapidamente; entretanto, a recorrência é comum e, em uma pequena proporção de pessoas, a dor lombar se torna persistente e incapacitante. Intensidade inicial elevada da dor, sofrimento psicológico e dor associada em vários locais do corpo aumenta o risco de dor lombar persistente incapacitante. Evidências crescentes mostram que mecanismos centrais moduladores da dor e cognições da dor têm papéis importantes no desenvolvimento de lombalgia incapacitante e persistente. O custo, o uso dos serviços de saúde e a incapacidade decorrente da dor lombar variam substancialmente entre os países e são influenciados pela cultura local e pelos sistemas sociais, bem como pelas crenças sobre causa e efeito. A incapacidade e os custos atribuídos à dor lombar deverão aumentar nas próximas décadas, em particular nos países de baixa e média renda, onde a saúde e outros sistemas são freqüentemente frágeis e não estão equipados para lidar com essa carga crescente. Esforços intensivos de pesquisa e iniciativas globais são claramente necessários para lidar com o impacto da dor lombar como um problema de saúde pública.

Dr. Luiz Fernando Sola - Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral

segunda-feira, 14 de maio de 2018

DOR CRÔNICA

Nas últimas décadas, o entendimento científico da dor crônica inespecífica aumentou substancialmente. Esclareceu muitos casos de dor crônica com características de alterações no processamento do Sistema Nervoso Central(SNC).
Mais especificamente, a capacidade de resposta em neurônios centrais na entrada dos receptores é aumentada, resultando em patofisiologia correspondente de sensibilização central. Isso engloba um funcionamento prejudicado do funcionamento cerebral das vias descendentes, que são inibitórias. A ativação das vias ascendentes e descendentes, facilita o mecanismo de dor. O resultado é um prejuízo da inibição de uma transmissão nociceptiva.
A Sensibilização Central altera o equilíbrio do processamento sensorial do cérebro. De fato essas alterações de modulação cria uma “assinatura da dor” no cérebro de pacientes com dor crônica. A alteração na neuromatrix da dor compreende: A) Aumento da atividade em áreas do cérebro que estão envolvidas com a sensação de dor aguda. Exemplo: A ínsula, córtex cingulado anterior e córtex pré frontal. B) Atividade cerebral em áreas não envolvidas com sensação de dor aguda, como os núcleos da base, córtex frontal dorsolateral e córtex parietal.
A Sensibilização emocional cognitiva é muito importante e se refere a capacidade do cérebro exercer forte influência em vários núcleos centrais. O nível de vigilância, atenção e estresse influenciam nas vias descendentes que são responsáveis pela inibição da dor.
A dor crônica envolve processos de plasticidade neural. A entrada nociceptiva agrava a Sensibilização Central quando há uma nova lesão.
Uma perspectiva futura é que os clínicos implementem a ciência em sua prática e sigam diretrizes em Educação em Dor de forma permanente.
Como aplicar a neurociência em pacientes céticos a abordagem biopsicossocial? A cultura é seguir tratamentos seguindo modelos biomédicos, que utilizam exames de imagem modernos, abordagem catastrófica, cirurgias e medicamentos.
A explicação do tratamento deve ser clara para se ter sucesso. Comece mudando as percepções em relação a dor, compreender mecanismos fisiológicos, usar técnicas de distração através de estratégias cognitivas. A Educação em Dor aumenta a motivação do paciente para realizar o programa de tratamento.
 Luiz Sola - Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral
www.institutokrion.com.br


sábado, 12 de maio de 2018

DOR NA COLUNA

A Dor de Coluna é a principal causa de afastamentos do trabalho no Brasil, seguida pela violência doméstica e por doenças cardíacas. Nos últimos 20 anos tivemos um crescimento de 60% nos casos de dor coluna.
A Dor persistente (Crônica) acomete 10% da população mundial gerando incapacidades funcionais e gastos extras com grande impacto sobre as famílias, empresas e sistema de saúde público e privado.
Estima-se que 39% da população adulta sofrerá ao menos um episódio de dor lombar ao longo da vida. Estudos mostram que 90 % das dores de coluna são inespecíficas( SEM DIAGNÓSTICO e não se sabe qual o tecido está gerando a dor) ou seja, NÃO têm causa definida. Sendo assim, é COMUM e NORMAL!!!
O fato de você ser diagnosticado com dor inespecífica, mostra que você NÃO tem uma doença grave e apresenta um ÓTIMO PROGNOSTICO.
Pesquisas científicas comprovam que 90% das dores agudas inespecíficas, tem resolução espontânea até a sexta semana. Por isso, NÃO devemos realizar e se preocupar com exames de imagens( RESSONÂNCIAS) antes de 6 semanas após o surgimento das dores.
Exames de imagem apresentam taxas altíssimas de FALSOS- POSITIVOS. Isto é, encontra- se achados PATOANATOMICOS  que NÃO são responsáveis pelos seus SINTOMAS‼
Estudos recentes, mostraram  o percentual de alterações encontradas em exames de imagem em indivíduos SAUDÁVEIS e ASSINTOMÁTICOS ‼ Em uma amostra com 100 INDIVÍDUOS ASSINTOMÁTICOS na faixa dos 40 ANOS, foi constatada  hérnia discal em 50%, protrusão discal em 33%, degeneração discal em 68%, degeneração facetaria em 18% e espondilolistese em 8% dos indivíduos. Essas alterações aumentam naturalmente com o envelhecimento.
HÉRNIAS DISCAIS( Protusões, Sequestros e Extrusões) NÃO DEVEMOS NOS PREOCUPAR ‼ Apenas um pequeno subgrupo, em torno de 2 a 3 % dos pacientes, apresentam sintomas secundários a compressões discais.
A utilização sem critérios dos exames de imagem para justificar possíveis causas da dor, pode gerar no paciente, um EFEITO NOCEBO (Ruim), levando a CATASTROFIZAÇÃO, CINESIOFOBIA (Medo do movimento) e fortalecendo CRENÇAS e MITOS que levam o paciente a FAZER REPOUSO, se AFASTAR DE ATIVIDADES FISICAS, medo de CARREGAR PESO e FLEXIONAR a coluna, além de achar que sua  COLUNA é FRAGIL! Esses mitos, levam o paciente a grandes INCAPACIDADES FUNCIONAIS e CRONIFICAÇÃO da dor.
Fatores BIOPSICOSOCIAS e COGNITIVOS, como DEPRESSÃO, PREOCUPAÇÕES,  SEDENTARISMO, ESTRESSE, HUMOR DEPRiMIDO e SONO POBRE influenciam mais nas dores de coluna que as alterações “ encontradas” nos exames de imagens.

Não podemos associar a DOR com os  achados dos exames de imagem em 95% das dores de coluna, principalmente nas inespecíficas.


Luiz Sola - Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A vida é movimento

A vida é movimento. Tenho certeza que alguns de vocês já ouviram isso. Na verdade, isso é muito próximo da verdade e eu gostaria apenas de acrescentar que, para viver uma vida saudável, você precisa saber como se movimentar.
Isso parece um pouco estranho de dizer, mas na verdade nós começamos a nos mover muito cedo na vida e ninguém realmente nos diz se o movimento está correto ou não. Geralmente começamos a engatinhar e a partir daí começamos a andar e, mais tarde na vida, desenvolvemos a capacidade de correr.
Nosso corpo é uma máquina muito complexa, mas tem alguns princípios básicos. Antes de ativarmos os músculos que nos movem, nosso corpo ativa os músculos que o estabilizam. Dessa forma, podemos nos mover em um padrão coordenado sem comprometer nossa saúde. Os músculos que nos movem são mais localizados em torno de nossos braços e pernas e os músculos que nos estabilizam estão em volta do tronco.
O problema começa quando, devido a certas circunstâncias (maus hábitos, sessão prolongada, desequilíbrio muscular, etc.), nossos músculos começam a perder suas prioridades. Então, de repente, você tem estabilizadores tentando mover as articulações em vez de estabilizá-las, fazendo com que a articulação se mova de maneira diferente. Obviamente nós não nos movemos como robôs e tudo isso acontece de uma maneira muito natural, mas o seu cérebro não entende quais músculos causam o movimento, ele só entende de movimento. Então, se você precisar levantar o braço, seu cérebro dará o comando, mas pode não usar a seqüência certa de músculos.
Uma boa postura e um movimento correto andam de mãos dadas, portanto, se o seu movimento não estiver correto, sua postura também será afetada, criando um círculo vicioso que pode levar a dor e lesão.
Assim, durante os movimentos, como sentar para ficar de pé ou subir e descer escadas ou até mesmo levantar alguma coisa, você pode não sentir dor, mas se seu movimento for afetado, você começará a desenvolver um padrão errado que pode levar a ferimentos. Provavelmente, a coisa mais importante que um Fisioterapeuta pode fazer por você é ensiná-lo a se movimentar usando os princípios básicos da biomecânica, depois de avaliar sua postura e a maneira como você se movimenta. Todo mundo é único e se movimenta de maneira diferente, mas os princípios básicos do movimento humano aplicam-se a todos e devem ser respeitados. A combinação de técnicas de reeducação postural com a reeducação dos padrões normais de movimento, através de análise de vídeo e observação básica, demonstrou fazer uma grande diferença na saúde das pessoas.
Corrigir um padrão de movimento errado pode ajudar a diminuir a degeneração articular precoce, a rigidez muscular e o desequilíbrio, promovendo um movimento mais fluido. Isto é extremamente importante para os atletas, ajudando-os a alcançar seus objetivos, como ter um melhor balanço do golfe ou bater uma bola de tênis com mais precisão ou mesmo correr de forma mais eficiente e rápida, mas para alguém que tem dor isso pode ser crucial.
Exercícios como Pilates e Yoga também são importantes porque ambos se concentram na estabilidade e no alongamento muscular, mantendo o movimento fluido e livre de restrições.
Então, da próxima vez que você estiver subindo e descendo escadas ou simplesmente saindo da cama, pense: "Estou indo para o lado certo?"
Luiz Sola - Movimento sem Dor
Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica
Acompanhe nossas Informações no Instagran - @luizsola

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Qual a relação da Dor Crônica e a Sensibilização Central ?

Se você sofre de dor crônica é porque existe a possibilidade de a sua  sensibilização central estar alterada. Você pode notar que solavancos, simples movimentos ou um simples toque ou massagem no local ou no corpo podem ser muito dolorosas. Mesmo atividades diárias simples podem ser excruciantes.

Esta é uma condição angustiante, muitas vezes agravada pelas opiniões de amigos e familiares que não entendem a dor do paciente. Você pode até mesmo se questionar sobre a legitimidade de seus sentimentos, sabendo que há uma discrepância entre o estímulo e a dor que ele causa.

No entanto você não está sozinha. Esta reação foi documentada e é conhecida como Sensibilização Central. Envolve a reconfiguração, ao longo do tempo, de conexões no sistema nervoso central, levando à hipersensibilidade de receptores e feedback.

A dor crônica é causada por um fluxo consistente de sinais de perigo entre o cérebro e a medula espinhal. Quando o limite para o perigo é significativo o suficiente, seu cérebro decide que pode ser benéfico para a dor ser experimentada. À medida que este circuito segue seu curso, ele é capaz de induzir mudanças no modo como todos os estímulos são processados. Estímulo pode ser movimento, pensamentos e cognições, visões e cheiros, até memórias passadas.

Eventualmente, o sistema nervoso central pode se tornar excessivamente sensibilizado. Isso pode levar à hiperalgesia , que é o exagero da dor, assim como a alodinia , que pode tornar qualquer estimulação dolorosa.

Os efeitos da sensibilização central são muito reais e podem continuar mesmo após a cura da fonte original de dor.
A dor é real e pode ser tratadaSe você acha que está sofrendo de sensibilização central, deve saber que a dor que está sentindo é real e que existem opções eficazes de tratamento.
Exercícios aeróbicos leves podem reestruturar o sistema nervoso central  e trabalhar para treinar os receptores de forma a interpretar com precisão os estímulos.  Isso demonstrou aliviar os sintomas da dor crônica e pode até reverter os efeitos da sensibilização central.
Os programas de reabilitação da dor crônica usam um modelo biopsicossocial, incorporando fisioterapia, terapia cognitiva e medicamentos (apenas se necessário) para tratar a sensibilização central e são considerados uma das abordagens mais eficazes disponíveis.  Se a sua dor for severa, você pode achar úteis esses programas com tudo incluído.
Pronto para quebrar o ciclo de dor persistente e crônica?
Luiz Sola - Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica
Atua nas áreas de Neurociências, Cinesioterapia e Recursos Terapêuticos Manuais.
Cursos Específicos: Mechanical Diagnosis Treatment (MDT) – McKenzie®; Mulligan Concept®; Conceito Maitland®; Cognitive Functional Therapy® (CFT) – Abordagem Multidimensional Biopsicossocial da Dor; Osteopatia, Podoposturologia, Pold,  GDS (Chaînes Musculares et Technique),RPG, Pilates
 Terapia Crâniosacral pelo  Upledger Institute,Inc.®. 

Curso, Palestra e Atendimento 
email: sola@institutokrion.com.br

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pensamentos e Crenças são impulsos poderosos para manter um estado de dor.

Você sabia que suas crenças sobre o funcionamento do seu corpo pode piorar sua dor e o movimento da coluna ?
Dor é uma coisa normal - É a maneira como o nosso cérebro julga (e expressa) que uma determinada situação representa uma ameaça ao corpo.  Dor é uma resposta perceptiva de proteção que pode ser produzida por informações sensoriais (bio), psicológicas (psico) ou contextuais (sociais) que sugiram ao cérebro que o corpo está em perigo. (Moseley, 2015).
Se houver um problema no nosso corpo e o nosso cérebro avaliar que não estamos em perigo, nós não vamos sentir dor.
Qualquer combinação de informações que leva o cérebro a concluir que o corpo está em perigo pode provocar dor.  Os pensamentos também são sinais nervosos e os pensamentos virais (catastróficos e cinesiofóbicos), comuns em pessoas com dor persistente, são poderosos o suficiente para manter um estado de dor.
Algumas pessoas podem apresentar crenças distorcidas sobre funcionamento do corpo que fazem parte da sua própria lógica ou foram criadas ou mesmo reforçadas pelos profissionais de saúde em consultas por parentes ou internet.
A proposta que se segue é a de que a dor pode ser melhorada através da modificação das crenças errôneas, o que pode diminuir a catastrofização e reduzir a incapacidade associada a ela, incluindo a cinesiofobia (medo do movimento)
Atualmente, vemos a necessidade de modificar o modelo tradicional e recorrer à um modelo mais abrangente (biopsicossocial). Esse modelo é a base da Educação em Dor. O objetivo da educação em dor é identificar as percepções, pensamentos e crenças do paciente a respeito da sua dor e auxiliá-lo nas suas modificações. Na educação em dor são abordados conceitos sobre a neurofisiologia da dor por meio da utilização de metáforas, exemplos, imagens e outros recursos acessíveis ao paciente. Essa intervenção permite que o profissional da saúde desenvolva um processo de aprendizado, respeitando o contexto e a subjetividade do paciente e incentivando aspectos como autoconfiança, auto eficácia, aceitação, modificação de comportamentos dolorosos e prática de exercícios.

LUIZ SOLA – FISIOTERAPEUTA
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

EDUCAÇÃO DA DOR EM NEUROCIÊNCIA

Já no final da década de 1970, um psiquiatra em Nova York chamado George Engel pedia remédios para uma mudança na forma como os pacientes estavam sendo tratados. Na época, o gerenciamento médico foi baseado no modelo biomédico que afirmou que qualquer doença era um desvio de algum tipo de estado biológico mensurável normativo - ignorando completamente quaisquer fatores psicológicos ou sociais. Essa abordagem reducionista foi usada em medicina por gerações, mas tinha limites."O reducionismo é particularmente prejudicial quando negligencia o impacto das circunstâncias não-biológicas sobre os processos biológicos. "Se você está lendo este blog, tenho certeza de que leu muito sobre ciência da dor, ou pelo menos ouviu falar de integrá-la na prática clínica se você é um profissional da área da saúde. Se assim for, você provavelmente está familiarizado com o Pain Neuroscience Education (PNE) (Educação da Dor em Neurociência), que é o ato de ensinar as pessoas sobre neurobiologia e neuroanatomia relacionadas à experiência de dor. David Butler e Lorimer Moseley apresentam o PNE de uma maneira que é compreensível para os pacientes e os profissionais em seu livro Explain Pain (Butler & Moseley, 2013). Este método de educação é um passo refrescante longe de explicar a dor em termos puramente pathoanatômicos.
O racional do PNE é ajudar o paciente a entender melhor a dor e a reconceptualizar sua dor, usando metáforas e imagens, quando possível, para explicar a neurobiologia e a neurofisiologia (Butler & Moseley, 2013; Clarke, Ryan e Martin, 2011; Moseley, 2012) . 
Liderado por Lorimer Moseley, o PNE sempre é descrito e discutido em um contexto biopsicossocial mais amplo, onde eles explicam aos pacientes que tudo, desde os efeitos locais do tecido do movimento até as mensagens de segurança do clínico, tem um impacto com dor. Em um excelente artigo descrevendo como ensinar as pessoas sobre a dor em um ambiente clínico (ref. Louw et al 2016), os autores discutem a importância da confiança e como ela é construída pela integração de aspectos psicossociais com a biologia da dor.
O PNE é sucintamente descrito aqui: Em vez de um modelo tradicional de conexão de lesão tecidual ou nocicepção e dor, [PNE] visa descrever como o sistema nervoso, através da sensibilização do nervo periférico, sensibilização central, atividade sináptica e processamento cerebral, interpreta a informação dos tecidos e que a ativação neural, Como esta regulação positiva há uma capacidade de modular a experiência da dor. Os pacientes são, portanto, educados que o processamento do sistema nervoso de sua lesão, em conjunto com vários aspectos psicossociais, determina sua experiência de dor e que ela nem sempre é uma verdadeira representação do status dos tecidos. Ao regular sua dor como a interpretação do sistema nervoso da ameaça da lesão, em vez de uma medida precisa do grau de lesão em seus tecidos, os pacientes podem estar mais inclinados a se mover, exercitar, e conviver  alguns possivies desconfortos. (ref: Louw, Diener, Butler & Puentedura, 2011; pp. 2041-2042).
Luiz Sola - Tratamento de Resultado
contato: sola@institutokrion.com.br

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Tração Computadorizada – Coluna sem Dor

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Os números preocupam especialistas. Ocasionadas por herança genética, estresse, sedentarismo ou excesso de exercícios, má postura no trabalho, as dores na coluna têm acometido cada vez mais pessoas. Novos tratamentos surgem, conservadores e indicações cirúrgicas, mas muitas vezes as alterações na coluna vertebral são de origem mecânica e necessitam de um tratamento mais intensivo e preciso.
Pesquisas realizadas nos EUA mostram que técnicas de tração e descompressão dinâmica vêm sendo usadas com sucesso no tratamento das discopatias (protusões discais e hérnias de disco) e nas doenças degenerativas da coluna vertebral. Grandes fabricantes de equipamentos terapêuticos e cientistas americanos investiram em pesquisas durante décadas enquanto aprimoravam técnicas seguras e eficazes de utilizar a tração e descompressão vertebral. Hoje, no mercado norte americano e no Brasil estão sendo utilizados como tratamento da coluna, principalmente nas hérnias de disco e nas dores crônicas, os equipamentos de última geração chamados TRITON DTS, que realizam a tração computadorizada da coluna lombar e cervical, e a ERGOSTYLE ELEVATION, que enfatiza a descompressão dinâmica da coluna vertebral.

                                        Tecnologia em descompressão

A TRITON DTS é uma mesa de tração computadorizada que possui um mecanismo de deslizamento com molas que controlam o atrito do paciente sobre a mesa e garante progressão segura, suave, confortável e precisa nos processos de aplicação e retirada de carga de tração.


 Os ajustes de tempo, carga e tipo de tração e outras características do processo de tração são programados pelo fisioterapeuta e dependem de cada paciente e da patologia a ser tratada. Por isso esse equipamento possui uma unidade de tração automática, computadorizada que promove uma força descompressiva no eixo axial da coluna vertebral do paciente.
Já a ERGOSTYLE ELEVATION é um equipamento de descompressão dinâmica da coluna vertebral, que possibilita que o fisioterapeuta tenha total controle sobre a mobilidade da coluna do paciente, permitindo movimentos de flexão, extensão, látero-flexão e rotação. Desta forma, é possível realizar o tratamento de forma mais confortável e mais precisa.
          
Entretanto, o primeiro passo para quem busca colocar a coluna em ordem é fazer uma boa avaliação médica e identificar o problema e as causas da dor. Com o quadro definido o tratamento é indicado para qualquer idade principalmente nos casos crônicos de dor.

ONDE ENCONTRAR
ITC VERTEBRAL – INSTITUTO DE TRATAMENTO DA COLUNA
Av. Mário Campolim 627 – B. Campolim - Sorocaba SP
 (15) 3212-4700 / 3418-4181

www.itcvertebral.com.br

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Dor persistente "Crônica" - Seu cérebro coordena sua mente e seu corpo

Seu sistema nervoso, incluindo o cérebro, coordena sua mente e seu corpo . Ele responde às experiências vividas no dia-a-dia que ajuda a sobreviver, crescer, adaptar e funcionar. O sistema nervoso às vezes é pensado como "com fio", mas é de fato "plástico"  e pode se adaptar facilmente às mudanças em seu corpo e no ambiente circundante.
Esta capacidade do sistema nervoso  para se adaptar e mudar é chamada de "Neuroplasticidade".

A até que ponto esta Neuroplasticidade é importante para o nosso corpo ?
Todos nós experimentamos a neuroplasticidade útil todos os dias de nossas vidas. Exemplos de neuroplasticidade útil incluem a condução de casa no "piloto automático" sem a necessidade de usar um GPS, lembrando como andar de bicicleta (memória muscular) ou desligar o ruído do trânsito após alguns minutos de pé em uma rua movimentada.
Mas também há desvantagens para a neuroplasticidade, e o desenvolvimento de dor persistente (crônica) é um exemplo . Aqui, a neuroplasticidade torna o cérebro e o sistema nervoso super sensíveis e hiperativos para sensações e atividades normais, assim como aumentar o volume de um alto-falante. As tarefas normais tornam-se dolorosas quando não deveriam ser. O estresse psicológico e físico muitas vezes desencadeia essa neuroplasticidade inútil, que pode levar ou exacerbar a dor persistente . No entanto, existem abordagens terapêuticas que podem treinar o cérebro para reduzir a dor crônica.
O que isso significa para uma pessoa com dor persistente?
Na dor aguda (como bater o polegar com um martelo), o cérebro produz sinais de alarme de dor nos alertando sobre danos ao nosso corpo: este é um alarme útil e é projetado para nos proteger e favorecer a cura. Este é um bom projeto biológico que nos ajuda a sobreviver. O cérebro e o sistema nervoso evoluíram ao longo de milhões de anos para amplificar e memorizar esses sinais de alarme,  para que não os ignoremos e os relacionemos com qualquer perigo envolvente associado. É aí que o contexto do alarme pode se tornar importante: em que posição eu estava quando me machucava? Lembro-me de que o fogão é quente e se eu tocar, posso queimar.  No entanto, em pessoas com dor persistente, o cérebro eo sistema nervoso podem entrar em excesso e tornar-se super-sensíveis - essa neuroplasticidade alterada é chamada de "sensibilização central" (ou "liquidação") .
Um sistema nervoso super-sensível e células imunes (chamado "glia") liberam substâncias químicas que "aumentam o volume", aumentando o número de conexões e sinais que voam no cérebro e na medula espinhal. Por causa desse "volume voltado", a dor pode ser sentida durante atividades e movimentos que normalmente não devem provocar dor. A dor pode até sentir-se sem mover-se, mas apenas por pensamentos sozinhos. Às vezes a dor também pode se espalhar para outras partes do corpo.
Em pessoas com dor persistente, a sensibilização central significa que o alarme "continua tocando" e que as "memórias" de dor podem persistir muito depois que a causa original da dor se curou.
A boa notícia é que o gerenciamento da dor pode usar a neuroplasticidade útil para ajudar a re-programar a maneira como o sistema nervoso responde aos sinais de perigo e como o cérebro interpreta isso como dor. O objetivo dos tratamentos de dor é reduzir a sensibilização central, diminuir a dor, favorecer o movimento normal e a atividade diária e restaurar o bem-estar.

Dr.Luiz Sola - Tratamento de Resultado utilizando a Neurociência Moderna
Clínica de Coluna
www.institutokrion.com.br

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Entender para modificar a Dor

Você sabia que seu cérebro tem a enorme capacidade de mudar e se moldar a novas realidades e necessidades?
Ative a sua capacidade de modificar o cérebro!

Pois é, tudo isso é verdade e comprovado pela neurociência que a cada dia avança mais em suas pesquisas e comprova que é possível remodelar o cérebro em função dos pensamentos, sentimentos, emoções, crenças e ações vividas!
Pesquisas neurocientíficas recentes mostram que o seu cérebro é muito mais maleável do que um dia se quer imaginou e que você é capaz de mudar a sua estrutura através:
·         Experiências adquiridas
·         Percepções dos fatos.
·         De suas ações.
·         E de comportamento modificado

Você é o que você percebe!
Você é fruto de tudo aquilo que sente, pensa e efetua e ao manter pensamentos, sentimentos e ações positivas e realizadoras, você está permitindo a criação de sinapses cerebrais, que por sua vez, cria novos caminhos neurais e a partir disso, gera uma realidade totalmente nova que é moldada promovendo a oportunidade de conquistas e realizações positivas!
Por isso, se você deseja progredir mantenha uma atividade mental positiva constante e permita que seu cérebro trabalhe em benefício do seu bem-estar.
Neuroplasticidade
Você capaz de transformar a sua vida e a sua saúde através da neuroplasticidade, uma fantástica capacidade do seu sistema nervoso central possibilitar a reorganização estrutural e funcional do cérebro!
É importante lembrar que não há idade e muito menos situação ideal para promover a neuroplastia cerebral,  todo ser humano durante toda a sua vida é capaz de moldar e transformar a sua realidade através da estimulação cerebral. 
Use a neuroplasticidade para curar seu corpo e sua alma!
É importante ressaltar que quanto mais você exercitar a neuroplasticidade, mais os benefícios virão e que o foco e os sentimentos carregados de positivismo são a chave para o sucesso de seus objetivos.
Por isso mude a direção de seus pensamentos e comece agora mesmo a idealizar o mundo e a realidade que você sempre desejou.
Lembre-se, não é mágica, não é achismo, é ciência, são inúmeras pesquisas realizadas que levam a esse resultado. É a conexão corpo e mente sendo admitida e valorizada na busca pelo alcance dos seus ideais.

neuroplastia pode levar você a qualquer lugar que imaginar, basta conseguir ativar as suas percepções e trabalhar para que elas sigam o curso do positivismo e da gratidão, e com isso consiga efetivar a fabulosa transformação neural

 Luiz Fernando Sola 
 Tratamento de Resultado Utilizando Neurociência,  Modelo Biopsicossocial, Educação da Dor e Estratégia de Movimento
www.institutokrion.com.br

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Como a Neurociência Moderna vem ajudando pacientes a superar a Dor Lombar Crônica

Novas informações sobre os mecanismos que nos levam a sentir dor ajudam na criação de alternativas para aliviar os pacientes
Se encostarmos em uma superfície quente, a variação de temperatura nos faz tirar a mão, evitando que o calor destrua a derme. Se há infecção em algum órgão, cólicas intensas avisam que algo errado acontece. Sem a dor, seria impossível manter a integridade de nosso corpo. Em alguns casos, porém, esse orquestrado sistema de defesa sai do eixo. Em vez de proteger, vira uma ameaça.
Existem muitos mitos, falta de entendimento e medos desnecessários sobre dor. Muitas pessoas inclusive profissionais da saúde não tem os conhecimentos modernos sobre a dor.
Sentir dor por muito tempo é muito desconfortável, mas é importante saber que você não está sozinho. Cerca de 20-30% da população tem dor por mais de 3 meses. E de 10 pessoas que você parar na rua, é provável que 3 delas sintam dor por mais de 3 meses!
Estudos recentes lançam luz sobre essa área. O primeiro, feito no Hospital Universitário de Split, na Croácia, mostra como os exemplos interferem no modo como cada um reage à dor. Analisando 285 voluntários – entre pacientes de dor crônica, seus cônjuges e filhos adultos –, os pesquisadores observaram que a maneira pela qual os filhos respondem à dor é influenciada pela forma com que os pais reagem. Quanto mais eles supervalorizam o problema, mais dor o outro relata. Quanto menos importância dão ao caso, mais rápido o desconforto passa. “Isso confirma que o modelo de dor é biopsicossocial e que apenas termos biológicos ou médicos não a explicam”, disse à Lívia Puljak, vice-reitora de pesquisa da universidade croata.
Outro exemplo é quando vemos um jogador fazendo um gol, todo o time o derruba e sobe em cima para comemorar! Depois o jogador se levanta sorrindo, pulando talvez com mais energia que antes! Por outro lado, uma lesão pequena pode ser suficiente para levar uma pessoa a uma vida com dor crônica.
A dor lombar é uma condição muito comum e as pesquisas mostram que a quantidade de comprometimento do disco e do nervo raramente está associada com a experiências da dor. Muitas pessoas apresentam hérnias de disco e mesmo assim não apresentam nenhum sintoma de dor! Quando vemos um exame de imagem com todas aqueles nomes, pode ser amedrontador, mas ao mesmo tempo pode ser confortante saber que muitas desses sinais fazem parte do processo de mudança por estarmos vivos. Essas mudanças não necessariamente tem que fazer uma pessoa parar de levar uma vida completamente ativa! É comum ver nomes como “artrose, “degeneração” no exame de imagem de um praticante de Yoga, que faz todos aqueles movimentos contorcidos, e mesmo assim ele funciona muito bem!!
Esses exemplos mostram que a quantidade da dor que você experimenta não necessariamente está relacionada a quantidade ou tamanho do tecido comprometido.
Então se não existe dor, simplesmente significa que essas mudanças existem nos tecidos, mas não são percebidas como ameaça pelo cérebro!
Tudo isso mostra que existem muitas dicas que podem chegar no cérebro e influenciar a dor. Mas sempre o cérebro que decide se alguma coisa vai doer ou não! 100% das vezes, sem exceção! Sabe, para o cérebro não existe tanta diferença entre uma dor por um problema físico e emocional. Problemas como lesão ou uma doença apresenta também emoção envolvida que pode tornar a experiência da dor mais desconfortável.
Assim como existem sensores na pele, músculos e ossos, muitos sensores estão no cérebro.
Os sensores dos cérebro são especializados em responder a estímulos químicos. Todos os tipos de pensamentos podem fazer as campainhas de alarme tocar no cérebro, da mesma forma que uma irritação na pele por uma picada faz campainhas de alarme tocarem nos nervos periféricos. Existem neurônios espalhados pelos tecidos do corpo que respondem se os estímulos forem suficientes para serem perigosos aos tecidos. Ativação desses neurônios especiais enviam sinais de alarme com prioridade para a medula espinal que são enviadas para o cérebro. Esse tipo de atividade dos nervos é chamada de nocicepção (recepção de ameaças). A todo tempo está acontecendo mensagens de ameaças, mas somente as vezes elas terminam em dor.
O cérebro é responsável em fazer a decisão final se alguma coisa é ameaçadora para os tecidos do corpo e em dar a ação necessária. Nós humanos temos uma tremenda vantagem de não-humanos porque podemos nos planejar para um evento, podemos aprender rapidamente com as experiências e usar a logica para prever o futuro. Isso significa que podemos identificar uma situação como potencialmente ameaçadora antes de existir algum impulso no nível do tecido. Isso é ótimo, mas quando o sistema está sensível (como na dor crônica), impulsos não relacionados com tecido comprometido, mas julgados pelo cérebro como ameaçadores, podem ser suficientes para causar dor.
Entenda o quanto a dor na coluna é um problema frequente no mundo e o que você deve saber e fazer a respeito para solucionar a sua dor.
Usando a Neurociência Moderna, Estratégias de Movimento utilizando o Modelo Biopsicossocial e Educação da Dor, é o tratamento que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário mundial para tratar as dores crônicas da coluna vertebral,  relata Luiz Fernando Sola que é membro da Associação Brasileira de Reabilitação da Coluna Vertebral e Membro da Sociedade de Estudo da Dor (SBED).

Luiz Fernando Sola - Especialista em Dor Crônica
www.institutokrion.com.br

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Vou ter dores na coluna pelo resto da vida? Qual a correlação da Dor e Exame de Imagem?

Nova pesquisa esquenta o debate sobre a realização desnecessária de exames de diagnóstico, colocando em xeque até que ponto eles são realmente benéficos à saúde.
A realização excessiva de exames é vista hoje como um dos mais graves problemas da saúde pública. Além dos custos elevados, há um questionamento sobre o impacto que isto gera no comportamento do paciente com dor.
A Ressonância Nuclear Magnética (RNM) é excelente para a avaliação da coluna, no entanto estes exames tem sido solicitados em demasia para um problema em que a avaliação clínica é muito mais importante para o diagnóstico e tratamento corretos.
A Campanha Choosing Wisely (“Escolhas Sábias”) é uma iniciativa da instituição americana ABIM (American Board of Internal Medicine), e busca um trabalho de conscientização dos médicos em relação ao uso racional da tecnologia diagnóstica e terapêutica, através de discussões nas sociedades de especialidades médicas
Vale ressaltar que é quase impossível em uma ressonância de coluna lombar de adulto, não haver alguma  alteração degenerativa, ou seja por desgaste, como protrusão de disco, artroses ou osteófitos (“bico de papagaio”). E ainda, 25% das pessoas que não sentem nada têm hérnia de disco na ressonância. Portanto, se você tem uma hérnia de disco, saiba que não está sozinho na população e que em 90% dos casos o tratamento é clínico, e se for bem realizado não haverá necessidade de cirurgia ou outro procedimento invasivo.
Mas exitem pacientes que são mal informados sobre a sua dor. A solicitação de imagens precoces, pode repercutir negativamente na melhora da dor do paciente, caso o diagnóstico seja fechado. Informações precoces baseados somente em exame de imagem pode resultar em alteração no comportamento de como o paciente vai agir perante aquele resultado. "A saúde é o espelho do que pensamos"A realização de ressonância magnética precoce desnecessária é considerada IATROGENIA (erro do profissional de saúde) e causa muitas vezes dano psicológico a boa parte dos pacientes que passam a proteger a coluna “danificada” e a se tornarem grandes consumidores dos serviços de saúde (Emery et al. JAMA, 2013, Webster et al. Spine, 2013)
A supervalorização das hérnias que aparecem nos exames de imagem como a ressonância magnética fica muito clara quando as pessoas dizem “a minha hérnia está se manifestando” sempre que uma dor lombar aparece. Ter uma crise de dor lombar incapacitante e ler o resultado “hérnia de disco” ou até mesmo ouvir de um profissional de saúde que a causa da dor lombar é a hérnia que aparece no exame de imagem é como se fosse uma condenação para muitas pessoas. A partir desse momento, o medo de danificar mais ainda a coluna fica claro em situações do dia a dia que envolvem principalmente pegar peso, atividades consideradas como sendo de impacto e permanecer em determinadas posturas. As limitações criadas por essas crenças incapacitantes vão desde as tarefas mais simples como dobrar o tronco para pegar algo no chão, até “não posso correr ou saltar por causa do impacto na minha hérnia”. Mas será que essas pessoas tem razão de ter esse medo?

Um boa Educação da Dor em Neurociência trás mais benefícios do que a insistência de pedidos de exame de imagens.  Uma das melhores maneiras do paciente não sofrer com a dor é ter cuidados com imagens e na comunicação. Interpretações podem ser geradas erroneamente sobre o seu problema. Propor um cuidado que busque a tecnologia apropriada à singularidade de cada paciente e de sua situação vivencial, tendo como premissa que nem sempre fazer mais significa fazer o melhor.
Luiz Fernando Sola - Especialista em Dor Crônica de Coluna
www.institutokrion.com.br

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Movimento sem Dor - Ative a sua capacidade de modificar o cérebro !

Não há droga mais eficiente para curar a Dor Crônica na Coluna do que o nosso próprio Cérebro.
A neuroplasticidade e a capacidade do seu cérebro de se reinventar.
Mas, graças a enormes avanços na área do diagnóstico por imagens e ressonâncias magnéticas funcionais, entendemos melhor como nosso cérebro funciona e começamos a encontrar coisas muito interessantes. Uma das maiores descobertas recentes é o fato de o cérebro evoluir de maneira contínua e apresentar uma flexibilidade extraordinária.
Pois é, tudo isso é verdade e comprovado pela neurociência que a cada dia avança mais em suas pesquisas e comprova que é possível remodelar o cérebro em função dos pensamentos, sentimentos, emoções, crenças e ações vividas!
Pesquisas neurocientíficas recentes mostram que o seu cérebro é muito mais maleável do que um dia se quer imaginou e que você é capaz de mudar a sua estrutura através:
• Experiências adquiridas
• Percepções dos fatos.
• De suas ações.
• E de comportamento modificado.
A cada nova experiência, emoção, sentimento ou ação, uma imensa rede de neurônios é rearranjada em toda a combinação neuronal e isso permite a mudança.
Isso de maneira prática significa que ao mudar a maneira de pensar, sentir e agir, novas ligações entre os neurônios são construídas, criando caminhos neurais diferentes e modificando a rede de conexão entre corpo e cérebro.
E se toda essa química fabulosa for instituída de maneira correta e fortalecida de maneira adequada, é capaz de mudar o rumo da sua vida na direção que você desejar! Inclusive chegando a cura e ao alívio das dores!
Você é o que você percebe!
Você é fruto de tudo aquilo que sente, pensa e efetua e ao manter pensamentos, sentimentos e ações positivas e realizadoras, você está permitindo a criação de sinapses cerebrais que por sua vez, cria novos caminhos neurais e partir disso, gera uma realidade totalmente nova que é moldada promovendo a oportunidade de conquistas e realizações positivas!
Por isso, se você deseja progredir mantenha uma atividade mental positiva constante e permita que seu cérebro trabalhe em benefício do seu bem-estar.
É importante ressaltar que quanto mais você exercitar a neuroplasticidade, mais os benefícios virão e que o foco e os sentimentos carregados de positivismo são a chave para o sucesso de seus objetivos!
Por isso mude a direção de seus pensamentos e comece agora mesmo a idealizar o mundo e a realidade que você sempre desejou.
Luiz Fernando Sola – Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica

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