terça-feira, 20 de junho de 2017

Dor Lombar Crônica Não Específica - Como tratá-la

Você ouviu falar sobre dor lombar não específica ? Conhece o modelo Biopsicossocial para tratar a dor lombar crônica ?
Cerca de 95% dos casos de dor na região lombar não são graves e se não tratada corretamente pode ser tornar crônica. O termo “não específica” é referente à dor lombar que não tem uma causa determinada. Estima-se que 95% das dores na coluna lombar estão neste grupo que têm como possíveis razões fatores sociais, demográficos, físicos e comportamentais.  Apenas 1% das dores está associado a doenças consideradas graves – fraturas, câncer, infecções, entre outros. Os outros 4%, estão relacionados a problemas de radiculopatia " dores que irradiam para a perna e pode estar associado a formigamento e diminuição de força, ocasionadas por uma  hérnias de disco específico. “Esta notícia é ótima, pois na grande maioria dos casos a dor não está relacionada com uma doença considerada grave na sua coluna. Apesar de não ser um problema sério, os sintomas estão envolvidos com os altos índices de afastamento do trabalho, comprometimento da qualidade de vida e redução do desempenho funcional na população por má orientação e conduta.
Como tratar uma dor lombar crônica
O tratamento utilizando o modelo Biopsicossocial, Educação da Dor e Estratégia de Movimento, vem sendo utilizado pelo Fisioterapeuta Luiz Fernando Sola especialista em dor crônica e responsável pelo ITC Vertebral – Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral e Instituto Krion. O foco terapêutico está na neutralização dos pensamentos negativos que a pessoa tem sem perceber. Pensamentos estes que se multiplicam quando o paciente é mal orientado sobre o seu problema.
“Pensamentos criam respostas psicológicas que frequentemente incluem adrenalina e cortisol [hormônios relacionados ao estresse]; eles podem representar alterações cognitivas que podem influir diretamente na condição de saúde do indivíduo”. Gradualmente o paciente renuncia a um grande número de atividades do seu cotidiano, inclusive atividades fundamentais como trabalhar, ter vida afetiva, fazer atividade física, ou locomover-se. Além disso, antes de realizar qualquer movimento, o paciente primeiro calcula se ” Vai doer? ” A pessoa vai perdendo sua espontaneidade e capacidade para mudança. O objetivo do modelo Biopsicossocial é identificar esses pensamentos negativos automáticos e traçar uma estratégia para tratá-los – tornando-os benéficos à condição de saúde do paciente.  Este tratamento é efetivo na redução da intensidade da dor e melhora da capacidade física e funcional desses indivíduos. Associamos estratégia de movimento que são exercícios supervisionados com atuação direta do fisioterapeuta, de forma orientada e individual. O  paciente que passa por este processo terapêutico na hora percebe o porque ele não melhora com outros tratamentos.  Os resultados são surpreendentes e a melhora do quadro álgico é mais significativa quando comparado com tratamentos que tratam a dor e não a causa da dor.
Sabemos que hoje o repouso para quem tem dor crônica é inimigo número um afirma Sola. Não queremos que o paciente chegue neste patamar de ficar meses com dor.  A melhor recomendação para quem tem dor lombar é se manter ativo. “No geral, os pacientes ficam com medo de se movimentar, mas sabe-se que o repouso absoluto é o que mais causa comprometimento na coluna”. É recomendado o repouso de um ou dois dias após forte dor, mas o paciente deve retomar as atividades assim que possível e, principalmente, praticar exercícios físicos diários. “ O melhor tipo de atividade física é aquela que você mais gosta de praticar.

Luiz Fernando Sola - Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral
www.institutokrion.com.br

domingo, 18 de junho de 2017

Cortisol, o hormônio do estresse

O cortisol é um hormônio que age como neurotransmissor em nosso cérebro. Considerado pela comunidade científica o “hormônio do estresse”, nosso corpo o produz diante de situações de tensão para nos ajudar a enfrentá-las.

A liberação deste hormônio é controlada pelo hipotálamo, em resposta a situações estressantes e a um nível baixo de glicocorticoides no sangue. O estresse é uma emoção/estado emocional que gera tensão física. Ele pode provir de qualquer situação ou pensamento que faça com que nos sintamos frustrados, furiosos ou nervosos. Em pequenas doses o estresse pode ser positivo, como quando nos ajuda a evitar um perigo ou a cumprir nossos objetivos. No entanto, quando o estresse passa de ser uma emoção pontual para ser uma emoção recorrente ou um estado emocional crônico, pode prejudicar a saúde.
Por meio de nossa forma de pensar, acreditar e sentir, podemos condicionar nossos níveis de cortisol. A evidência científica demonstra que ao modificar nossos pensamentos, de certa maneira, estamos modificando a atividade bioquímica das células de nosso cérebro. A falta de senso de humor, estar irritados constantemente, ter sentimentos de ira persistentes, cansaço permanente sem termos realizado esforço que o justifique, e falta de apetite ou gula são possíveis indicadores de níveis elevados de cortisol em nosso corpo.O cortisol desempenha um papel importante em nossa saúde e bem-estar, elevando seus níveis com cada problema que identificamos como uma ameaça. Quando nossos níveis de cortisol são ótimos, nos sentimos mentalmente fortes, esclarecidos e motivados. Quando nossos níveis são baixos, tendemos a nos sentir confusos, apáticos e cansados.As pesquisas demonstraram que o estresse recorrente ou muito intenso é um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento de somatizações, como consequência da falta de capacidade adaptativa às mudanças. São muitas as doenças psicossomáticas causadas pelo estresse ou desencadeadas e agravadas pelo mesmo. Todas estas doenças costumam avançar de maneira silenciosa, somatizando-se de diversas maneiras e em diferentes partes do corpo de acordo com determinadas características da pessoa afetada. É complicado controlar nosso nível de cortisol no sangue, mas existem determinados fatores mais fáceis de controlar diretamente que podem nos ajudar. Incluir em nossa rotina exercícios de relaxamento e meditação reduz o risco de ter estresse crônico, conforme concluiu um estudo da Universidade Estatal de Ohio, nos Estados Unidos.

Quatro mitos sobre dor nas costas

A dor nas costas afeta todo o mundo e é um dos principais motivos de ausência no trabalho.


Segundo a associação britânica de fisioterapeutas Chartered Society of Physiotherapy, há muitos mitos sobre o que provoca a dor nas costas e como lidar com ela. Esses mitos, por sua vez, geram medos infundados. Por exemplo, o medo de nos movimentarmos quando sentimos dor. O problema, explicam os fisioterapeutas, é que não se mexer pode levar à piora no estado do paciente.
Com base em estudos e literatura especializada, falaremos quatro mitos sobre a dor nas costas. 
1. Se me mexer, minha dor nas costas vai piorar
No passado, acreditava-se que a cura para dor nas costas exigia repouso absoluto. No entanto, já foi comprovado que a imobilidade não resolve o problema. E retomar os movimentos assim que possível é melhor para a recuperação do paciente do que ficar na cama.
Ainda assim, muitos temem girar ou dobrar as costas, por exemplo.
Esse medo é compreensível, já que, se você está com dor, fazer movimentos desse tipo pode ser extremamente desconfortável, dizem os fisioterapeutas. Mas é essencial continuar se mexendo, já que o movimento tem poder lubrificante.
A dica, segundo os especialistas, é aumentar gradativamente as atividades e evitar longos períodos de imobilidade.
2. Devo evitar fazer exercícios ─ especialmente treinamento com peso
Entre especialistas, há um consenso de que a melhor forma de se tratar a dor lombar aguda e crônica é o exercício.
Direito captitudos sobre o assunto revelaram grandes benefícios e a segurança, a longo prazo, de vários tipos de exercícios, incluindo o treinamento com pesosm dado curioso sobre esses estudos é que não foram encontradas evdências de que um tipo particular de exercício seja melhor ou pior no que diz respeito à dor nas costas. Portanto, aconselham os fisioterapeutas, simplesmente faça o que gosta de fazer ─ e o que consegue fazer. E vá aumentando aos poucos a quantidade de exercício à medida que sua tolerância, autoconfiança e habilidade melhoram.
3. Um exame de imagem vai mostrar exatamente o que está errado
Um grande número de estudos concluiu que resultados de exames de imagem ─ como raios-X, por exemplo ─ não refletem adequadamente os sintomas de pessoas com dores lombares.
E para complicar ainda mais as coisas, as pesquisas também revelaram que a maioria dos exames feitos em pessoas que não sofrem de dor lombar apresenta alterações ─ alterações que não são acompanhadas de qualquer sintoma.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Educação Dor - Qual a sua importância clínica no tratamento da Dor Lombar

Dor lombar  é muito comum e é a principal causa de incapacidade em todo o mundo.
Nem todo mundo que um dia teve uma dor lombar, irá permanecer com ela por longo período. Segundo estudos, 60% das pessoas que passam por uma dor lombar aguda recuperam em poucas semanas, e muitas vezes com uma intervenção mínima, mas para os outros 40%, a recuperação é lenta e o risco de sintomas de longo prazo são reais e a chance de desenvolver uma lombalgia crônica, é alta.  
Como tratar a dor lombar com Educação da Dor.
É necessário “entender para modificar a dor”
O objetivo da educação em dor é identificar as percepções, pensamentos e crenças do paciente a respeito da sua dor e auxiliá-lo nas suas modificações. Na educação em dor são abordados conceitos sobre a neurofisiologia da dor por meio da utilização de metáforas, exemplos, imagens e outros recursos acessíveis ao paciente. Essa intervenção permite que o profissional da saúde desenvolva um processo de aprendizado, respeitando o contexto e a subjetividade do paciente e incentivando aspectos como autoconfiança, auto eficácia, aceitação, modificação de comportamentos dolorosos e prática de exercícios.
Algumas pessoas podem apresentar crenças distorcidas sobre funcionamento do corpo que fazem parte da sua própria lógica ou foram criadas ou mesmo reforçadas pelos profissionais de saúde e consultas a parentes ou internet. No entanto, existem alguns problemas que podem dificultar o entendimento ou mesmo a modificação de crenças distorcidas. Um desses problemas  pode ser as explicações provenientes de outros profissionais relata Luiz Fernando Sola, fisioterapeuta especialista em dor crônica.
As diretrizes internacionais recomendam que educar os pacientes com lombalgia aguda para reduzir o medo e a preocupação é a melhor  forma de acelerar uma recuperação ativa.  A educação da dor é uma opção de tratamento simples, barato e deve ser utilizados  por profissionais da área da saúde em hospitais, clinicas e consultórios.
Estudos experimentais têm demonstrado que a educação muda atitudes e crenças relacionadas à dor e reduz catastrofização (interpretação excessivamente pessimista dos sintomas de um e prognóstico) em pessoas com dor crônica ou subaguda e em indivíduos sem dor.  A catastrofização da dor consiste em uma má adaptação comportamental à dor, que leva a uma experiência de dor intensificada, uma maior incapacidade funcional e a uma dificuldade de desconectar-se da sensação dolorosa.
Entretanto durante o tratamento, não devemos considerar que a partir desse momento, iremos aplicar Educação em Dor e desconsiderar as demais técnicas. As intervenções como a terapia manual e os exercícios são bem vindos para as pessoas com dor. As estratégias de educação em dor irão permitir que o paciente modifique  suas crenças, emoções e comportamento facilitando a aderência para as outras intervenções.

Luiz Fernando Sola – Especialista em Dor Crônica de Coluna -  Membro da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna.
www.institutokrion.com.br 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Porque minha dores nas costas não melhoram ?

Porque tenho uma dor persistente na coluna ?
Será que você está no caminho certo no seu tratamento ?
O mundo mudou e a abordagem do tratamento para quem tem dores crônicas na coluna também mudaram. Hoje em dia existe um arsenal de métodos e técnicas de tratamento para patologias da coluna. Às vezes opta-se pelo controle da dor por meio de medicamentos, fisioterapia, cirurgia - minimamente invasiva ou não, métodos e técnicas posturais, manipulativas, entre outros. Muitos porém, não evoluem para uma melhora do quadro de dor ou cura e acabam se tornando crônicas. O paciente começa a pular de galho em galho a procura de um tratamento que possa solucionar o seu problema. Às vezes há uma melhora do quadro , porém pode regredir. Então porque alguns tratamentos não dão certo ? Porque estas dores ficam crônicas ? Como posso solucionar o meu problema ?
Dor Lombar
Resolver a dor crônica lombar e cervical é um desafio para nós que tratamos da coluna vertebral. Desafio porque muitos tratamentos oferecidos tratam a dor e não a causa da dor.
Pacientes são frequentemente bombardeados de informações sobre como resolver a dor. Profissionais, especialistas na área da saúde, amigos, família,  google e redes sociais, são muitas vezes responsáveis por informações contraditórias, o que deixa o paciente muito mais confuso e vulnerável quanto a melhor escolha para o seu tratamento. O paciente com dor crônica muitas vezes fica pulando de profissional em profissional e os resultados não são satisfatórios e muitos evoluem até para cirurgia.
Nosso tratamento
Após nossa avaliação, você vai saber e compreender porque sua dor na Coluna Vertebral não melhora e como resolvemos isto. Todo nosso tratamento é  baseado em Evidências Científicas utilizando o Modelo Biopsicossocial + Tecnologia + Ciência +  Educação da Dor + Estratégia de Movimento + Atividade Hipnótica.
O modelo Biopsicossocial de tratamento vem crescendo cada vez mais no mundo atual e está baseado em evidências científicas que tratam  a causa da dor, contribuindo significativamente  para a melhora da sua dor crônica e recuperação da funcionalidade perdida relata o fisioterapeuta Luiz Fernando Sola.
Quer saber mais sobre o nosso tratamento ? 
Agende sua Consulta para Dor Crônica: Ligue para o Tel. (015) 3212.4700/ 3211.2393 .
Profissional responsável: Luiz Fernando Sola 
Local: Rua Mário Campolim 627 – Pq- Campolim – Sorocaba- SP.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Hérnia de Disco - Tratamento sem cirurgia

A hérnia de disco  acontece , quando o disco que está localizada entre as vértebras da coluna,  migra de seu local, centro, para a periferia, em direção ao canal medular ou para os espaços por onde saem as raízes nervosas, levando a compressão das raízes nervosas que chamamos de nervo. 
Acontece tanto na região lombar como na cervical também. Isso pode gerar dor no local, com irradiação no trajeto da estrutura nervosa que percorre em direção aos membros inferiores ou superiores. A dor pode ser intensa e é sentida em atividades bem simples, como ficar de pé, andar, exercer as atividades de trabalho e de vida diária e até mesmo pequenos esforços, como espirrar. Várias são as opções de tratamento para a hérnia de disco e a dor  ciática. Alguns optam pelo controle da dor por meio de medicamentos,  fisioterapia ou cirurgias - minimamente invasivas ou não, outros optam pelo tratamento por descompressão do nervo sem cirurgia  que é realizada em mais de 80 cidades e aqui em Sorocaba pelo ITC Vertebral. O tratamento por descompressão sem cirurgia é indicada principalmente quando a dor não responde a outros tratamentos, relata o fisioterapeuta Luiz Fernando Sola do ITC Vertebral Sorocaba. 
Os pacientes recebem uma análise aprofundada para determinar se realmente ela se enquadra no nosso protocolo de tratamento, se estão aptas a receber esta terapia descompressiva realizada por equipamento modernos de tração.  Nesses casos, temos o cuidado de indicar um tratamento chamado RMA (Reconstrução Músculo Articular da Coluna Vertebral), uma metodologia de tratamento que só é aplicada, quando o paciente se enquadra no grupo de classificação de pacientes que precisam de um tratamento por descompressão dinâmica da coluna vertebral. Este tratamento não é agressivo como todos pensam.    O diferencial deste programa está no uso de tecnologia. Utilizamos uma mesa de descompressão chamado Ergo Style e uma mesa de tração TRITON DTS.  Este último  é o mais avançada do mundo na área da reabilitação de coluna, pois garante uma tração com progressão segura, suave, confortável e precisa,  durante todo o processo de descompressão dos tecidos que envolve a coluna e que estão  pressionando o nervo. 
Este programa de tratamento já foi realizado pela equipe do ITC em mais de 40 mil pacientes e os resultados tem sido de 87 % de melhora dos casos atendidos. O tempo do tratamento depende de vários fatores que são analisados após avaliação criteriosa. Certos pacientes podem ter uma resposta imediata ao tratamento, enquanto outros podem demorar algumas semanas ou meses para melhorar dependendo da gravidade do pinçamento do nervo.

Luiz Fernando Sola
Fisioterapeuta responsável pelo ITC Vertebral Sorocaba
www.itcvertebral.com.br

terça-feira, 9 de maio de 2017

Como tratar uma dor lombar crônica

Cerca de 95% dos casos não são graves e o tratamento utilizando o modelo biopsicossocial, educação da dor e estratégia de movimento gera melhora na qualidade de vida
Dores nas costas são frequentes entre a população mundial. A segunda maior queixa de saúde entre os brasileiros são os problemas na coluna. Cerca de 80% das pessoas, em algum momento da vida, sente dor lombar. 
Você ouviu falar sobre dor lombar não específica ? Conhece o modelo Biopsicossocial para tratar a dor lombar crônica ?
O termo “não específica” é referente à dor lombar que não tem uma causa determinada. Estima-se que 95% das dores na coluna lombar estão neste grupo que têm como possíveis razões fatores sociais, demográficos, físicos e comportamentais.  Apenas 1% das dores está associado a doenças consideradas graves – fraturas, câncer, infecções, entre outros. Os outros 4%, estão relacionados a problemas de radiculopatia " dores que irradiam para a perna e pode estar associado a formigamento e diminuição de força, ocasionadas por uma  hérnias de disco específico. “Esta notícia é ótima, pois na grande maioria dos casos a dor não está relacionada com uma doença considerada grave na sua coluna.
Apesar de não ser um problema sério, os sintomas estão envolvidos com os altos índices de afastamento do trabalho, comprometimento da qualidade de vida e redução do desempenho funcional na população.  
Como tratar uma dor lombar crônica
O tratamento utilizando o modelo Biopsicossocial, Educação da Dor e Estratégia de movimento vem sendo utilizado pelo Fisioterapeuta Luiz Fernando Sola especialista em dor crônica. O foco terapêutico está na neutralização dos pensamentos negativos que a pessoa tem sem perceber. Pensamentos estes que se multiplicam quando o paciente é mal orientado sobre o seu problema.  “Pensamentos criam respostas psicológicas que frequentemente incluem adrenalina e cortisol [hormônios relacionados ao estresse]; eles podem representar alterações cognitivas que podem influir diretamente na condição de saúde do indivíduo”. Pacientes com dor crônica evitam se movimentar por achar que pode piorar seu quadro de dor.
O objetivo do modelo Biopsicossocial é identificar esses pensamentos negativos automáticos e traçar uma estratégia para tratá-los – tornando-os benéficos à condição de saúde do paciente.  Este tratamento é efetivo na redução da intensidade da dor e melhora da capacidade física e funcional desses indivíduos. Associamos estratégia de movimento que são exercícios supervisionados com atuação direta do fisioterapeuta, de forma orientada e individual. O  paciente que passa por este processo terapêutico na hora percebe o porque ele não melhora com outros tratamentos.  Os resultados são surpreendentes e a melhora do quadro algico é mais significativa quando comparado com tratamentos que tratam a dor e não a causa da dor. 
Sabemos que hoje o repouso para quem tem dor crônica é inimigo número 1 afirma Sola. Não queremos que o paciente chegue neste patamar de ficar meses com dor.  A melhor recomendação para quem tem dor lombar é se manter ativo. “No geral, os pacientes ficam com medo de se movimentar, mas sabe-se que o repouso absoluto é o que mais causa comprometimento na coluna”. É recomendado o repouso de um ou dois dias após forte dor, mas o paciente deve retomar as atividades assim que possível e, principalmente, praticar exercícios físicos diários. “ O melhor tipo de atividade física é aquela que você mais gosta de praticar. 
Luiz Fernando Sola - Fisioterapeuta especialista em Coluna Vertebral

http://www.institutokrion.com.br/home/especialidades/fisioterapia-ortopedica/

Informações para cursos, palestra e atendimento - (15) 3212.4700 / 3211.2393 -  email sola@institutokrion.com.br

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Osteopatia no esporte e na atividade física: uma forte aliada

Nos dias de hoje observa-se uma grande procura por atividade física, sendo que, cada vez mais, as pessoas procuram por orientação profissional especializada para que o exercício seja realizado de maneira ótima, alcançando os objetivos desejados sem que ocorram lesões durante o treinamento. Entretanto nem sempre é isso o que ocorre. Existe uma grande parte de praticantes de atividade física que tem potencial de desenvolver algum tipo de lesão ou convive, quase que regularmente, com algum tipo de dor. 
A maioria das lesões ocorre durante a realização dos exercícios, sendo consequência de métodos de treinamento incorretos, anomalias estruturais do praticante ou por traumas específicos (pancadas, quedas, acidentes etc). O osteopata age diretamente no mecanismo da lesão, tratando a causa e não apenas os sintomas decorrentes dela, o que acelera o retorno à pratica esportiva e previne recidivas. A Osteopatia é um sistema de avaliação e tratamento que busca identificar a causa primária da lesão e tratar todas as suas consequências por meio de técnicas manuais. O objetivo é estabelecer o equilíbrio articular, muscular, visceral, crânio-sacral e todas as suas relações, tendo em vista o equilíbrio global do paciente, dentro de um complexo sistema de tratamento.Um dos princípios da Osteopatia descritos pelo criador da técnica Dr. Still  é que a estrutura governa a função. Na prática, em nosso dia a dia, encontramos muitos pacientes com alguns desequilíbrios musculares e articulares, que levam a ter dores nos  pés, joelhos, quadril e coluna vertebral. Estas dores são provenientes de bloqueios que ocorrem em nossas articulações e que restringem os movimentos provocando dores ligamentares, musculares, articulares e até discais em indivíduos normais; imagine então em uma pessoa que pratica regularmente uma atividade física esportiva.Se não alinharmos estas estruturas que são as  causadoras dos desvios, as patologias começarão a aparecer. Nesses casos compete ao osteopata descobrir qual é o fator causal que está provocando estes desvios e dor e que compromete o eixo do corpo e o bom funcionamento da nossa máquina que é o corpo humano. É função então  da Osteopatia analisar, descobrir e corrigir possíveis alterações no comportamento do corpo devolvendo a sua total funcionalidade e harmonia. 
A Osteopatia tem sido uma forte aliada aos praticantes de atividade física justamente por restaurar os micro movimentos articulares perdidos.  Restabelecer o equilíbrio do sistema nervoso e equilibrar as tensões dos músculos e outros tecidos envolvidos no movimento é a função do osteopata.  Com isso o corpo não precisa mais se desgastar com as adaptações e tem a chance de voltar a funcionar harmonicamente sem lesões. Um fato interessante que merece destaque é que essas alterações podem ser detectadas mesmo antes do corpo começar a apresentar os sintomas, portanto a osteopatia é também preventiva para os praticantes de atividade física. Além de que um corpo com seu funcionamento sem sobrecargas tem um melhor rendimento quando solicitado. O tratamento consiste identificar o fator e a causa primária da lesão. 
Normalmente é feito em poucas sessões e o interessante é que os resultados são rápidos, sendo possível ter uma melhora considerável já na primeira sessão. E é por isso que a Osteopatia se encaixa tão bem com o esporte, pois atletas precisam de resultados rápidos. Dependendo da gravidade do caso, o atleta pode até mesmo continuar treinando. Outro ponto importante é que a Osteopatia pode atuar de forma preventiva. Esse, na verdade, é um ponto-chave, pois uma vez que o atleta necessita parar os treinamentos por causa de lesões, ele perde o rendimento e sua performance pode ficar prejudicada. Quando realizado um trabalho preventivo, a Osteopatia ajuda a restabelecer a biomecânica articular e muscular, diminuindo as chances de lesões, fraturas e desvios posturais.

Luiz Fernando Sola - Fisioterapeuta responsável pelo Núcleo de Estudo da Postura e Pé do Instituto Krion e do ITC Vertebral – Instituto de Tratamento da Coluna

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Um exame de imagem mal indicado traz mais danos que benefícios para o paciente com dor nas costas aguda.

Uma nova abordagem vem trazendo muito benefícios para quem tem dor nas costas.
A dor nas costas é um sintoma muito comum e geralmente autolimitante para um grande número de pessoas.. As estatísticas apontam que até 84% dos adultos apresentarão dor lombar em algum momento de suas vidas. Um ótima notícia é que a grande maioria melhora em até 4 semanas independentemente do tratamento realizado.
Excesso de solicitação de exames: Fazer um exame de imagem na coluna de uma pessoa sem indicação pode gerar um problema, já que as alterações degenerativas na coluna em pessoas assintomáticas são muito prevalentes. Uma vez que a pessoa correlaciona sua dor com uma hérnia de disco, por exemplo, a queixa passa não mais a ser: “ai minhas costas” e passa a ser “ai a minha hérnia de disco”. A partir desta informação  muitos pacientes começam  a mudar de comportamento em relação ao que foi visto e ouvido do profissional da saúde.
Essa relação nem sempre está correta, pelo contrário, geralmente está incorreta e pode gerar no paciente se for mal colocada a uma " Hipervigilância " excesso de cuidado com a coluna, "Cinesiofobia" medo de se movimentar  e uma "Catastrofização "  que é acreditar que o que aconteceu ou apareceu na imagem é terrível o que remete a um desastre, algo ruim, tristeza, desgraça. Este comportamento é mais freqüente do que parece e gera em muitos casos, uma diminuição da mobilidade e perda da funcionalidade da coluna  gerando mais dor e se tornando crônica devido a esta Hipersensibilização Central e a falta de uso.
O exame de imagem em dor lombar aguda sem a presença das bandeiras vermelhas não muda o tratamento e nem o tempo para recuperação dos sintomas.
O que são bandeiras vermelhas ?  São alarmes, sinais e sintomas  que justificam a investigação com exames de imagens complementares no caso de uma dor nas costas aguda ou sub aguda?
Exemplos:
  • 1    Ocorrência de déficit neurológico
  • 2.     Histórico de neoplasia
  • 3.     Doenças associadas como osteoporose, doenças reumatológicas ou imunodepressão
  • 4.     Dor nos extremos de idade (crianças ou início da dor em idosos)
  • 5.     História de traumatismo
  • 6.     Febre não justificada
  • 7.     Ocorrência de deformidade
  • 8.     Falha de melhora da dor após tratamento intensivo por 4 semanas
Um paciente com dor lombar na presença de bandeiras vermelhas deverá ser investigado com cautela e exame de imagem, dado maior risco de um dano estrutural na coluna ser a causa da dor, podendo necessitar de um tratamento específico. Está contraindicada a realização de investigação com exames de imagem em casos de lombalgia aguda sem presença de bandeiras vermelhas. A correlação da alteração encontrada no exame de imagem com o sintoma do paciente é muito baixa . Entende-se que pacientes sem alterações significativas podem ter dor intensa e pacientes com hérnias de disco múltiplas podem não ter qualquer sintoma.
A dor nas costas é um sintoma muito comum que deverá ocorrer pelo menos uma vez na vida da grande maioria da população mundial. Esse sintoma em geral é autolimitado e benigno, não necessitando de investigação ou intervenção, com resolução espontânea geralmente em até 4 semanas. Portanto deve-se evitar a realização de exame de imagem em pacientes com dor lombar na emergência, a não ser que o paciente apresente história de traumatismo, suspeita de infecção vertebral, déficit neurológico agudo ou metástase em coluna vertebral (7,8). Para pacientes com dor persistente por mais de 4 semanas e sem os sinais de alarme supracitados, é fundamental a avaliação por médico especialista para identificação da possível causa da dor. Julgar que a culpa está na hérnia de disco sem exame físico correspondente é equivocado e pode gerar procedimentos, intervenções e cirurgias desnecessárias; não só com resultados ruins e insatisfatórios, mas também, podem trazer piora clínica, exposição a riscos desnecessários e necessidade de mais procedimentos (9). Um exame de imagem mal-indicado é potencialmente danoso ao paciente.
Conforme afirmamos anteriormente, congruente com os   princípios da Slow Medicine, a investigação desnecessária pode trazer prejuízos para o paciente, mais do que benefícios. Cautela e prudência na avaliação de pacientes com dor lombar são fundamentais.
Por mais que todos os profissionais de saúde se preocupem em tratar a dor crônica pela imagem, temos que analisar qual é o fator causal primário que desencadeia esta dor. Buscar e  pensar rapidamente em não deixar piorar e ganhar a função perdida é nosso desafio principal. Estratégias de Movimento utilizando o Modelo Biopsicossocial e Educação da Dor vem ganhando cada vez mais espaço nos  tratamentos das dores crônicas relata o fisioterapeuta  Luiz Fernando Sola que é membro da Associação Brasileira de Reabilitação da Coluna Vertebral.
O  modelo Biopsicossocial no tratamento da dor crônica nas costas, vem crescendo cada vez mais no mundo atual e está baseado em evidências científicas que tratam a causa da dor, contribuindo significativamente  para a melhora da qualidade de vida e recuperação da funcionalidade perdida. Resolver a dor crônica lombar e cervical é um desafio para nós que tratamos da coluna vertebral. Desafio porque muitos tratamentos oferecidos tratam a dor pela imagem e não a causa da dor crônica que foi potencializada por más informações.
Luiz Fernando Sola - Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica pelo Modelo Biopsicossocial, Educação da Dor e Estratégia de Movimento
Referências:
  1. Tracey NG, Martin JB, McKinstry CS, Mathew BM. Guidelines for lumbar spine radiography in acute low back pain: effect of implementation in an accident and emergency department. Ulster Med J. 1994 Apr;63(1):12–7.
  2. Chou R, Qaseem A, Snow V, Casey D, Cross JT, Shekelle P, et al. Diagnosis and treatment of low back pain: a joint clinical practice guideline from the American College of Physicians and the American Pain Society. Ann Intern Med. 2007 Oct 2;147(7):478–91.
  3. Srinivas SV, Deyo RA, Berger ZD. Application of “less is more” to low back pain . Arch Intern Med. 2012 Jul 9;172(13):1016–20.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Dor nas costas? Você não está sozinho.

Oito em cada dez pessoas terão dores nas costas em algum momento da vida. A boa notícia é que há solução.
A dor nas costas é considerada por alguns como uma epidemia e acomete homens e mulheres jovens e adultos. E a sua coluna, como está? Será que ela está funcionando bem? Você tem medo de abaixar, carregar o seu filho ou brincar com seu neto? Percebe que está perdendo sua qualidade de vida? Por que não consegue realizar uma simples caminhada ou uma atividade física regular? “O corpo humano foi projetado para estar em movimento e não para ficar parado”, afirma o fisioterapeuta Luiz Fernando Sola, membro da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna Vertebral e que representa o ITC Vertebral de Sorocaba. 
Ele explica que dores nas costas estão afetando cada vez mais jovens e adultos graças ao tempo que é gasto sentado ou debruçado sobre computadores, pelo uso prolongado de smartphones e pela falta de atividade física. “Sabemos que hoje muitos pacientes têm seu quadro piorado quando são alertados que tem algo sério na coluna e que devem ter cuidados a partir deste momento. Estas informações muitas vezes pode ser mal compreendida e o  medo de movimentar e o excesso de cuidado começa a imperar.  Alguns deixam  de exercer  atividades físicas e de lazer que mais gostam e isto interfere na melhora da dor. Porém, pela nossa experiência, sabemos que esse não é o caminho a percorrer para que as dores melhorem”, afirma Luiz Sola. Além do excesso de cuidado e vigilância com sua coluna, fatores como stress, ansiedade e depressão potencializam as dores e devem ser avaliados também para que o tratamento tenha sucesso. Por ser muito mais comum do que se imagina, a dor nas costas passou a incomodar também os pesquisadores, e o hoje o tratamento para dor nas costas envolve conceitos da educação em neurociência para que todos os pacientes sejam tratados com total esclarecimentos  sobre o seu problema e sua relação com a história natural da doença. A frequente falta de correlação dos achados de exame de imagem com a dor, a falta de informações, as inibições de movimentos por medo e a diminuição dos exercícios físicos interferem no processo de reabilitação. Dependendo da avaliação, Sola direciona qual o tratamento ideal utilizando antes o modelo Biopsicossocial, Educação da Dor e Estratégia de Movimentos. Esta recente abordagem modelo de tratamento vem sendo utilizado pelo fisioterapeuta Luiz Sola com um novo olhar e tirando muita gente de cirurgias. O diferencial desta abordagem consiste em uma detalhada avaliação e prescrição de métodos e técnicas que buscam melhorar a mobilidade e a função da coluna vertebral, proporcionando a volta das atividades físicas com menos restrições.  “Sabemos que hoje o repouso não é a melhor solução e que quanto mais ficamos vigiando nossa coluna com medo de sentir dor, o quadro só tende a piorar. O importante não é apenas manter as pessoas vivas na velhice, mas também mantê-las saudáveis”, finaliza o fisioterapeuta.

Luiz Fernando Sola – Fisioterapeuta responsável pelo ITC Vertebral Sorocaba e Membro da  Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna Vertebral

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

FÁCIL PARA MACHUCAR, DIFÍCIL PARA CURAR - UMA VISÃO INAPROPRIADA DA COLUNA VERTEBRAL

O que é a catastrofização e por que ela atrapalha no recuperação do paciente com dor 
Os pensamentos catastróficos são crenças disfuncionais de que diante de uma determinada situação ocorrerá o pior desfecho. Na dor, eles aumentam a hiper vigilância da pessoa ao sofrimento e também provocam mais tensão muscular, fatores que contribuem para a manutenção do incômodo. Porém, os pensamentos catastróficos são esquemas ou jeitos de pensar, e, por isso, podem ser alterados.
Cerca de 8 em cada 10 pessoas têm um ou mais episódios de dor lombar (dor nas costas). Na maioria dos casos, não se trata de uma doença grave ou um problema do passado e a causa exata da dor nas costas não é clara. Isso é chamado de Dor Lombar Inespecífica. Este é o tipo mais comum de dor nas costas. Dor lombar inespecífica significa que a dor não se desenvolve devido a qualquer doença específica ou subjacente que possa ser encontrada. Pensa-se que, em alguns casos, a causa pode ser uma entorse (sobre-estiramento) de um ligamento ou músculo. Pode haver outros problemas menores nas estruturas dos tecidos e a parte inferior das costas, que levam a dor. No entanto, estas causas de dor são impossíveis de serem identificadas em testes a não ser patologias que afetam a coluna e que estão dentro  das exclusões que chamamos de Red Flags. Portanto, é normalmente impossível para um profissional da saúde especialista em coluna dizer exatamente a origem ou causa da dor, mas é comum  profissionais afirmarem através de exame de imagens que a causa são as alterações comuns encontrados no RX, Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética e que são apontadas como a causa da dor.
Para algumas pessoas, não saber a causa exata da dor é inquietante.
No entanto, em outra perspectiva, muitas pessoas acham reconfortante saber que o diagnóstico é dor nas costas inespecífica, o que significa que não há nenhum problema grave ou doença das costas ou coluna vertebral. Mas temos uma porcentagem alta de pacientes com fatores biopsicossociais adquiridos e representam um papel importante no desenvolvimento da dor lombar e progressão para dor persistente e incapacidade. Fatores-chave incluem crenças de medo-evitação, catastrofização, crenças de auto-eficácia, depressão, sofrimento emocional e expectativas nos resultados. Muitos fatores psicológicos associados com resultados ruins  parecem se sobreporem. Estes fatores podem ser conceituados como contribuintes ou até como resultantes da ameaça percebida associada com a dor lombar. Interpretando um estímulo como uma ameaça cria medo (associado com estratégias de evitação e fuga), hipervigilância, diminuição da tolerância à dor, dificuldade para ignorar a dor, mais catastrofização e uso reduzido de estratégias de enfrentamento cognitivo. Compreendendo as razões por trás destes fatores psicológicos é vital para serem endereçados efetivamente. Aumentar a compreensão sobre as crenças do pacientes sobre a dor lombar provê  uma classificação de fatores que influenciam a ameaça percebida. 
Um estudo qualitativo ajudou a explorar a amplitude de crenças, atitudes e percepções presentes e analisou como elas podem influenciar a ameaça percebida associada com a dor lombar. Os resultados deste estudo publicado na revista científica Spine mostrou que as costas é  vista como sendo vulnerável a lesões devido seu " design" , a maneira como ela é  usada ou se ela já  esteve envolvida em alguma lesão prévia. Consequentemente, pacientes consideraram que eles precisam proteger sua coluna por meio do repouso, sendo cuidadosos, evitando atividades arriscadas, fortalecendo seus músculos e controlando sua postura. Participantes consideraram a dor lombar como sendo especial em sua natureza e impacto, assim como pensam que é  difícil compreender isso sem a experiência pessoal. O prognóstico da dor lombar foi considerado como incerto para estes com dor lombar aguda e ruim para o que desenvolvem dor crônica. Estas crenças combinadas CRIAM UMA MÁ  INTERPRETAÇÃO NEGATIVA DA SUAS COSTAS. O estudo concluiu que deduções ou impressões negativas sobre as costas feitas por estes com dor lombar pode afetar o processo de informação durante um episódio de dor. Isto pode resultar em informações que indicam que a coluna é  vulnerável, que um lesão é  séria ou o resultado será  ruim. Uma parte significativa destas informações são recebidas de profissionais da área da saúde que não supõem o quanto isto influência para o desenvolvimento das crenças. A avaliação com um profissional capacitado em EDUCAR o paciente sobre a neurobiologia e neurofisiologia da dor pode contribuir para o processo de reconceitualização  da dor, substituindo as crenças negativas pelas positivas referentes a sua coluna.
Luiz Fernando Sola – Fisioterapeuta responsável pelo Núcleo de Estudo da Postura e Dor Crônica do  ITC Vertebral e do Instituto Krion

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

DOR LOMBAR CRÔNICA NÃO ESPECÍFICA

Cerca de 95% dos casos não são graves e tratamento com terapia gera melhora na qualidade de vida
Dores nas costas são frequentes entre a população mundial. A segunda maior queixa de saúde entre os brasileiros são os problemas na coluna. Cerca de 80% das pessoas, em algum momento da vida, sente dor lombar. 
Você ouviu falar sobre dor lombar não específica ? Conhece o modelo Biopsicossocial para tratar a dor lombar crônica ?


O termo “não específica” é referente à dor lombar que não tem uma causa determinada. Estima-se que 95% das dores na coluna lombar estão neste grupo que têm como possíveis razões fatores sociais, demográficos, físicos e comportamentais.  Apenas 1% das dores está associado a doenças consideradas graves – fraturas, câncer, infecções, entre outros. Os outros 4%, estão relacionados a problemas de radiculopatia " dores que irradiam para a perna e pode estar associado a formigamento e diminuição de força, ocasionadas por uma  hérnias de disco específico. “Esta notícia é ótima, pois na grande maioria dos casos a dor não está relacionada com uma doença considerada grave na sua coluna.
Apesar de não ser um problema sério, os sintomas estão envolvidos com os altos índices de afastamento do trabalho, comprometimento da qualidade de vida e redução do desempenho funcional na população.  
Como tratar uma dor lombar crônica
O tratamento utilizando o modelo Biopsicossocial, Educação da Dor e Estratégia de movimento vem sendo utilizado pelo Fisioterapeuta Luiz Fernando Sola especialista em dor crônica. O foco terapêutico está na neutralização dos pensamentos negativos que a pessoa tem sem perceber. Pensamentos estes que se multiplicam quando o paciente é mal orientado sobre o seu problema.  “Pensamentos criam respostas psicológicas que frequentemente incluem adrenalina e cortisol [hormônios relacionados ao estresse]; eles podem representar alterações cognitivas que podem influir diretamente na condição de saúde do indivíduo”. Pacientes com dor crônica evitam se movimentar por achar que pode piorar seu quadro de dor.
O objetivo do modelo Biopsicossocial é identificar esses pensamentos negativos automáticos e traçar uma estratégia para tratá-los – tornando-os benéficos à condição de saúde do paciente.  Este tratamento é efetivo na redução da intensidade da dor e melhora da capacidade física e funcional desses indivíduos. Associamos estratégia de movimento que são exercícios supervisionados com atuação direta do fisioterapeuta, de forma orientada e individual. O  paciente que passa por este processo terapêutico na hora percebe o porque ele não melhora com outros tratamentos.  Os resultados são surpreendentes e a melhora do quadro algico é mais significativa quando comparado com tratamentos que tratam a dor e não a causa da dor. 
Sabemos que hoje o repouso para quem tem dor crônica é inimigo número 1 afirma Sola. Não queremos que o paciente chegue neste patamar de ficar meses com dor.  A melhor recomendação para quem tem dor lombar é se manter ativo. “No geral, os pacientes ficam com medo de se movimentar, mas sabe-se que o repouso absoluto é o que mais causa comprometimento na coluna”. É recomendado o repouso de um ou dois dias após forte dor, mas o paciente deve retomar as atividades assim que possível e, principalmente, praticar exercícios físicos diários. “ O melhor tipo de atividade física é aquela que você mais gosta de praticar. 
Luiz Fernando Sola - Fisioterapeuta especialista em Dor Crônica da  Coluna Vertebral


Informações para cursos, palestra e atendimento - (15) 3212.4700 / 3211.2393 -  email sola@institutokrion.com.br

terça-feira, 5 de julho de 2016

Tratamento da Dor Lombar pelo Modelo Biopsicossocial - Em busca da funcionalidade perdida

Porque as pessoas com dor crônica na coluna vão se limitando das atividades profissionais do trabalho e lazer  ?
Será a dor  a grande vilã desta limitação ? Será que você está no caminho certo no seu tratamento ?

 
Primeiro vamos entender o que é funcionalidade corporal “Função”.
É muito comum observar que mesmo se enchendo de analgésicos ou realizando tratamentos conservadores a dor da coluna ameniza mas não passa. E se a dor não melhora a irritabilidade aumenta, a dor piora e o paciente começa a diminuir suas funções nas atividades diárias.
O termo funcionalidade, amigo íntimo da CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde), nos remete a pensar em tudo o que pode ser funcional na vida de uma pessoa: como é o dia a dia, em qual ambiente está inserido, alimentação, nível de atividade, exercício, relações interpessoais, se vai a igreja, se vai na padaria conversar com o Sr. Manoel, se tem vida sexual ativa ou se simplesmente consegue ir ao banheiro sozinho ou abaixar para amarrar o sapato,  pegar o filho ou o neto no colo. Tudo isso é funcionalidade e pode ser bem prejudicado devido a dor. Mas será que os pacientes e nós profissionais da saúde estamos preparados para lidar com esta situação ? Quais são os fatores que fazem piorar a funcionalidade além da dor  ?
Por mais que todos os profissionais de saúde se preocupem em tratar a dor, temos que analisar qual é o fator causal primário que desencadeia esta dor. Buscar e  pensar rapidamente em não deixar piorar e ganhar a função perdida é nosso desafio principal. Estratégias de movimento utilizando o modelo biopsicossocial e educação da dor  vem ganhando cada vez mais espaço nos tratamentos das dores crônicas relata o fisioterapeuta  Luiz Fernando Sola que é membro da Associação Brasileira de Reabilitação da Coluna Vertebral.
O mundo mudou e a abordagem do tratamento para dores crônicas de coluna também mudaram.
Então como agir com a funcionalidade perdida?  Não é simples assim, mas temos que :
- Colocar em prática o que não é praticado
- Procurar aquela energia extra para encarar a dor
- Entender a dor 
- Ganhar movimento no corpo
- Ser mais tolerante a dor
- Pedir ajuda profissional especializado em dor
Se o paciente precisa recuperar a funcionalidade, vocês já sabem pra onde e devem ter que ir. Remédios não recuperam a função, dão um empurrão de leve! Tratamentos para a dor não recuperam a função, mas permitem o ganho de função com menos dor. Pense nisso não tenha medo de encarar a dor, ela é uma ameaça constante que temos que entender,  dominá-la. Procure sua funcionalidade perdida. Se você acha que o repouso é a melhor solução para quem ter dor na coluna, mude, ainda há tempo.
http://www.itcvertebral.com.br/clinicas/sorocaba/

Luiz Fernando Sola – Fisioterapeuta especialista em Coluna e Dor Crônica  
Profissional responsável pelo ITC Vertebral Sorocaba e pelo Núcleo de Estudo da Dor, Postura e Pé do Instituto Krion e Membro da Associação de Reabilitação de Coluna Vertebral.

Tel. (15) 3212.4700 / 3211.2393 - ITC Vertebral / Instituto Krion
www.itcvertebral.com.br/clinicas/sorocaba/


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Suas dores e desvios podem estar relacionada a maneira incorreta de Pisar

Você sabe qual a importância de uma pisada correta ?

Pisar de formar incorreta gera calosidades, unha encravada, fascite plantar, esporão de calcâneo, tendinites e desvios e dores nos joelhos e coluna vertebral. 
Para muitas pessoas pode até parecer bobagem, mas pisar torto é algo muito sério e pode trazer sérias consequências ao organismo. É preciso ficar atento ao tipo de pisada para evitar incômodos, sendo que os principais pontos afetados são joelhos, quadril, articulações e coluna vertebral. Se a pessoa compra um sapato novo e, depois de utilizá-lo, percebe que um lado está mais desgastado do que o outro ou que o calçado está totalmente deformado, pode ser um sinal de alerta em relação à pisada. 
Saber qual é o seu tipo de pé e como você pisa e anda é fundamental para tratar dos problemas acimas citados.

Como identificar seu tipo de pisada e postura?

Mapear em detalhes como é o seu pé, tipo de pisada e como está o alinhamento corporal do seu corpo. É o que mostra o moderno exame computadorizado chamado Baropodometria. Os dados são captados a partir de uma plataforma onde o paciente faz a caminhada. Sensores registram as diferentes pressões nos pés com o paciente parado ou caminhando. Os dados são enviados para a análise computadorizada que mostram pressões máximas e médias – quanto mais vermelho, maior a força; distribuição de peso entre os pés, estabilidade, equilíbrio e tipo de pé e postura.
Bastante solicitado para crianças, adolescentes em formação e em adultos e idosos que já tenham queixa de dor ou desvios.
Como é o tratamento
A partir deste diagnóstico e informação, é possível realizar a montagem de uma Palmilha Personalizada de acordo com a individualidade de cada pé, que podem ser postural (corrigindo alterações posturais, estruturais, melhorando dores e disfunções) ou esportiva (direcionada a atletas, visando maior conforto, redução de lesões e desempenho durante a atividade física).
Elas são fabricadas com material termomoldável que molda toda a estrutura do pé. São bem leves e finas, além de serem adaptáveis na maioria dos calçados fechados.
Com tanta tecnologia podemos assim intervir precocemente tratando a causa ou prevenindo estes problemas que podem ser uma simples bolha, unha encravada, até os desgastes nas articulações e inflamações na planta dos pés. Este exame é realizado de preferência junto com uma avaliação postural para determinar qual atuação preventiva e terapêutica que deverá ser indicada.
Agende seu exame computadorizado para saber se a causa de suas queixas está relacionada com a maneira errada de pisar.
Instituto Krion - Tel. (15) 3212.4700 / 3211.2393 . Av. Mário Campolim 627 - Pq Campolim - Sorocaba SP
www.institutokrion.com.br

terça-feira, 8 de março de 2016

É possível tratar, conviver com a Hérnia de Disco sem Cirurgia ?

Basta ter uma dor na coluna lombar ou cervical  incapacitante,  que pode estar associada ou não a uma pequena dor em faixa ou  irradiada  para os glúteos , coxa , perna ou braço  para que seja levantada a hipótese de ter uma hérnia de disco.
Por que se tornou tão comum pessoas com problema crônico de coluna dizerem que foram diagnosticadas como Protrusão Discal ou Hérnia de Disco ?  
Parece que a resposta vem do alto índice de exames de imagens realizados e o não esclarecimento correto do que é uma hérnia de disco.  Infelizmente nem todos estão preparados para receber este diagnóstico,  e se não forem bem esclarecidos é inevitável a procura de informações e  tratamentos em outro local.
É comum  a procura por especialistas  em busca da cura  quando  não tem  resultados imediatos ou quando se fala em cirurgia. Cada profissional tem uma maneira de abordar o tratamento da hérnia de disco e muitas vezes o paciente fica inseguro e começa a busca de informações pela em internet Enxurradas de artigos sobre o assunto hérnia de disco como imagens, relatos de caso de pacientes submetidos a tratamentos conservadores ou cirúrgicos, colocação de  parafusos, placas, começam a aparecer fazendo com certeza que nosso  paciente passe a ter várias interpretações sobre o seu caso e  dúvidas. 
Angustia, insegurança, medo  só fazem piorar o seu quadro de dor e ai começa a supervalorização das protrusões e hérnias que aparecem nos exames de imagem, como a ressonância magnética, que podem  induzir o paciente a pensar que ele está condenado para sempre a conviver com ela,  e que toda vez que aparece a dor na coluna é porque  a hérnia de disco está se manifestando e se não tomar cuidado pode travar coluna novamente se tornar incapacitante.   O medo de danificar mais ainda a coluna fica claro em situações do dia-a-dia que envolvem principalmente pegar peso, impacto e ficar em determinadas posturas.  As limitações criadas por essas crenças incapacitantes vão desde as tarefas mais simples como dobrar o tronco para pegar algo no chão, até “não posso correr por causa do impacto na minha hérnia”. Mas será que essas pessoas tem razão de ter esse medo? Luiz Fernando Sola fisioterapeuta responsável pelo ITC – Instituto de tratamento da Coluna trata as hérnias de discos com uma metodologia de quem nem toda a dor na coluna, o fator causal e primário é a hérnia. Este rótulo deve ser investigado melhor. Uma avaliação funcional, estrutural e biopsicossocial do paciente com dor crônica de coluna se faz necessária para classificar a dor e determinar o tratamento correto. Investigar e tratar a causa da dor e não necessariamente somente a dor é o que as evidências cientificas preconizam hoje relata Luiz Sola 

Em primeiro lugar para um tratamento dar certo devemos  entender que toda hérnia de disco deve ter uma causa e que não necessariamente ela é o fator causal da sua dor. Muitas pessoas tem predisposição genética  mas outras podem ter outros fatores associados que podem potencializar a dor e dentre elas está perda na funcionalidade do corpo numa globalidade ocasionada pela  HIPERVIGILÂNCIA À DOR ,  que é UM INIMIGO OCULTO.

Luiz Fernando Sola - Fisioterapeuta Instituto Krion / ITC Vertebral Sorocaba